quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Despedida

Aqui se encerra uma etapa. E o que permanece em mim são as lembranças agradáveis e a aprendizagem.


Eu não podia imaginar as coisas que me aconteceriam. O início foi incerto, confuso e incomum, onde todos os estranhos fariam parte da minha vida, onde todos os cantos teriam histórias escondidas. Aqui passei os grandes momentos de minha vida, fiz amigos, muitos dos quais, me acompanharão para sempre. Por isso tenho que comemorar!

Esse é um momento especial! É hora de olhar para trás e ver por tudo o que já passei. Sem dúvida, muitas tristezas e conflitos mas, felizmente, por inúmeros bons momentos, de alegria, de vitórias e de cumplicidade.

Devo esquecer aqueles que me impuseram obstáculos infundados e agradecer àqueles que me impulsionaram adiante. É hora, mais do que nunca, de valorizar as amizades e os conhecimentos adquiridos aqui.

Autor Desconhecido


Agradecimentos especiais à professora Luciana Nepomuceno e ao meu grupo de trabalho da disciplina: Fernanda, Nádson e Patrício.

E não se esqueçam: as gestalts precisam ser fechadas.

Saúde mental e o TOC - 25/11/2010

Na última aula lecionada para a elaboração do portfolio, entendemos melhor sobre a saúde mental e os transtornos da mente. Nesta postagem, darei importância ao transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Saúde Mental é estar de bem consigo e com os outros. É saber aceitar as exigências da vida. É saber lidar com as boas emoções e também com as desagradáveis: alegrias, tristezas, coragem, medo, amor, ódio, raiva, ciúmes, culpa, frustrações etc. É saber reconhecer seus limites e buscar ajuda quando necessário.

Os seguintes itens foram identificados como critérios de saúde mental:

1. Atitudes positivas em relação a si próprio;
2. Crescimento, desenvolvimento e auto-realização;
3. Integração e resposta emocional;
4. Autonomia e autodeterminação;

5. Percepção apurada da realidade
;
6. Domínio ambiental e competência social.


Quando alguns desses itens são apresentados negativamente, o indivíduo tende a sofrer com algum distúrbio ou psicopatologia. Um deles é o Transtorno Obsessivo-Compulsivo, também conhecido simplesmente como TOC.

Na sala de aula, a professora nos mostrou a diferença entre mania e TOC, conceitos que causam bastante confusão na cabeça das pessoas. E o que me impressiona é que tem muita gente que parece ter orgulho de falar que possui esse transtorno, quando, na verdade, é apenas uma mania. É bom ficar alerta: o TOC é mais sério do que o que muitos imaginam.


Não confunda mania com o TOC

Fonte: Blog descontraindo com a psicologia

Você só sai de casa com um guarda-chuva azul? Só assiste aos jogos do time do coração em casa? Só beija a bochecha da sua mãe no lado direito? Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) ou é mania? O transtorno é grave, mas virou dito popular para quando a pessoa faz algo sistematicamente, mas até que ponto a mania pode ficar séria?
"As manias são comportamentos repetitivos que são motivadas por superstição ou crenças. Todos nós podemos ter manias e isso não gera nenhum efeito em nossas vidas. É algo corriqueiro", explica o psiquiatra da Unesp Edson de Moraes Júnior. Para exemplificar, imagine uma pessoa que ao se levantar da cama, coloca primeiro o pé direito no chão. É algo que acaba virando hábito de tanto que ela faz e, depois de certo tempo, passa a ser automático, quase que involuntário.

Com toda a complexidade da mente humana, para além da mania existe o SOC, sintomas obsessivos compulsivos. "Quase todo mundo tem SOC . É quando, por exemplo, a pessoa checa cinco vezes ao dia se a porta do carro está trancada ou se o gás do fogão está desligado. É obsessivo porque ela precisa cumprir esse ritual e compulsivo por causa do número de repetições". O psiquiatra diz que se o SOC não está interferindo muito na rotina da pessoa é perfeitamente normal.

Porém, se o SOC se tornar muito intenso e fizer com que a pessoa ocupe boa parte do seu tempo com isso, cuidado. Pode ser o TOC. "O TOC é caracterizado pela presença de obsessões ou compulsões recorrentes e tão severas para fazer com que o paciente passe a ocupar boa parte do tempo com elas, causando desconforto ou comprometimento", esclarece o psiquiatra. E quais são os sintomas do TOC?
  • Medo de contaminar-se por germes, sujeiras etc.
  • Imaginar que tenha ferido ou ofendido outras pessoas
  • Imaginar-se perdendo o controle, realizando violentas agressões ou até assassinatos.
  • Pensamentos sexuais urgentes e intrusivos
  • Dúvidas morais e religiosas
  • Pensamentos proibidos

Os sintomas compulsivos mais comuns são:

  • Lavar-se para se descontaminar
  • Repetir determinados gestos
  • Verificar se as coisas estão como deveriam, porta trancada, gás desligado, etc.
  • Tocar objetos
  • Contar objetos
  • Ordenar ou arrumar os objetos de uma determinada maneira
  • Rezar
Vejam um exemplo bastante comum do transtorno obsessivo-compulsivo:

Um advogado sente-se obrigado a conferir depois de arranjar em uma ordem precisa os objetos sobre uma estante. Ele completa essa série de ações todos os dias antes de partir para o trabalho. Se ele não ficar satisfeito com o cumprimento do ritual, ele o recomeça depois de tê-lo iniciado, e chega bastante atrasado ao trabalho.

Se você imagina que tem TOC, o mais importante é observar o comportamento e notar se você está gastando mais tempo do que deveria com os rituais, se eles estão causando algum tipo de sofrimento ou ansiedade e se está havendo muita interferência nas atividades do dia e nos relacionamentos sociais (afetivos, profissionais, ocupacionais ou financeiros).



O começo do vídeo abaixo (sobre pessoas metódicas) do humorista-crítico Felipe Neto, de forma cômica-educativa, desmistifica o transtorno obsessivo-compulsivo e retrata a diferença deste com a mania.


Personalidade Psicopática - 11/11/2010

Para abordar e fixar de forma mais eficiente os conceitos, a professora Luciana pediu aos alunos que fizessem um resumo de textos relacionados à psicopatia, relacionando com o filme L'adversaire. Trago abaixo o resumo na íntegra desenvolvido pelo meu grupo com os principais pontos a respeito da personalidade psicopática.

A Psicopatia engloba as pessoas que não se enquadram nas doenças mentais que já estão bem delineadas e com suas características bem definidas, essa área necessita de um estudo bem exaustivo e a ela se dá o nome Transtornos da Personalidade.

Esse estudo proporciona a abertura de um leque para estudos sobre todas as manifestações de violência em grande escala como guerras, torturas, terrorismo, etc. Estudos indicam que essa agressividade organizada surgiu de uma necessidade de uma arma de sobrevivência mais organizada.

Durante mais de um século foram surgindo aos poucos os conceitos de Personalidade Psicopática, porém a partir de um tempo esses conceitos passaram a se agrupar em torno de uma idéia Bio-psico-social, que acabou por se tornar uma das teorias mais coerentes sobre o assunto.

As personalidades anormais sempre foram algo presente dentro das sociedades, por este mesmo fato, muito se preocupam as mais diversas áreas como a psiquiatria, a justiça, etc., para conseguirem determinar um conceito adequado para essas personalidades.

Portanto se denomina de psicopata, aqueles indivíduos que não se enquadram dentro do padrão de comportamento adotado pela maioria da população, porém também não se pode denominar esses indivíduos de loucos ou débeis.

Opinião de autores ao longo do tempo sobre as personalidades psicopáticas:

Cardamo

“Improbidade” - pessoas que mantinham a aptidão para dirigir suas vontades, mas que apenas por isso se diferenciavam dos insanos.

Pinel

“Mania” – Pessoas cuja falta de uma educação adequada ou traços perversos e indômitos naturais os levam a um delírio ou furor instintivo.

Prichard

“Insanidade Moral” – Insanidade sem comprometimento intelectual, mas com algum prejuízo afetivo e volitivo.

Morel

“Homem como besta” – Relações anormais que se estabelecem entre a inteligência do indivíduo e seu instrumento doente, o corpo.

Koch e Gross

“Inferioridades Psicopáticas” – Inferioridades no sentido social e não moral.

Kraepelin

“Personalidade Psicopática” – pessoas que se mantêm em um choque contundente com os parâmetros sociais vigentes.

Schneider

“Psicopata” – Uma maneira de ser no mundo e também uma maneira estável, que não leva em conta as circunstâncias sociais, e possui menos capacidade de se adaptar as exigências da vida social.

Outros autores

Cleckley

Autor do livro “Mascara da saúde”, em que defende que há dois grandes grupos de psicopatas: Os depredadores e os parasitas. Segundo ele “Os depredadores são aqueles que tomam as coisas pela força e os parasitas tomam-nas através da astúcia e do engodo.”

Checkley relaciona as principais características de psicopata:

1. Problemas de conduta na infância;

2. Inexistência de alucinações e delírio;

3. Ausência de manifestações neuróticas;

4. Impulsividade e ausência de autocontrole;

5. Irresponsabilidade;

6. Encanto superficial, notável inteligência e loquacidade;

7. Egocentrismo patológico, autovalorização e arrogância;

8. Incapacidade de amar;

9. Grande pobreza de reações afetivas básicas;

10. Vida sexual impessoal, trivial e pouco integrada;

11. Falta de sentimentos de culpa e de vergonha

12. Indigno de confiança, falta de empatia nas relações pessoais;

13. Manipulação do outro com recursos enganosos;

14. Mentiras e insinceridade;

15. Perda específica da intuição;

16. Incapacidade para seguir qualquer plano de vida;

17. Conduta anti-social sem aparente arrependimento;

18. Ameaças de suicídio raramente cumpridas;

19. Falta de capacidade para aprender com a experiência vivida.


Henry Ey

Considera as Personalidades Psicopáticas(desequilíbrio psíquico resultante das anomalias caracterológicas das pessoas), como uma doença mental crônica.

Em relação às Personalidades Psicopática, há três conceitos básicos:

- Tendência constitucionalista (intrínseca), entendendo que o psicopata se origina de uma constituição especial, geneticamente determinado e, em consequência dessa organicidade, pouco se pode fazer;

- Tendência social (extrínseca) em que a sociedade faz o psicopata por não lhes oferecer os meios educativos e/ou econômicos necessários;

- Tendência psicanalista que trata das perversões em relação ao sexo.

A personalidade psicopática tem sido caracterizada principalmente por ausência de sentimentos afetuosos, amoralidade, impulsividade, falta de adaptação social e incorrigibilidade.

Para a compreensão da sociopatia, torna-se necessário entender da fisiologia da agressão, no âmbito dos processos cerebrais. Estes processos ocorrem tanto no tanto através de uma “atitude” hierárquica, como também homogênea. Segundo o texto, o cérebro humano resultaria da integração de “três cérebros” distintos, com diferentes características estruturais, neurofisiológicas e, especialmente, com diferentes performances comportamentais. A parte mais primitiva do cérebro seria um conjunto de estruturas nervosas chamados de Gânglios de Base e o complexo de Estriado, comuns aos répteis e aos mamíferos e os primeiros primatas. Além dessa estrutura, o ser humano possui a medula espinhal, o bulbo e a protuberância chamada do mesencéfalo. Estas estruturas são responsáveis pelos comportamentos básicos de reprodução e autoconservação. Outra estrutura seria o Sistema Límbico que é o responsável pelas emoções. Uma das partes mais importantes da região límbica chama-se Amígdalas, sendo esta relacionada com as crises de agressividade e de comportamentos altruísticos. A terceira seria o neurocórtex, a parte mais jovem do cérebro, bastante evoluído nos seres humanos atuais. De acordo com o texto, a agressão requer a participação das antigas estruturas, ou seja, sem elas não haveria agressão. Entretanto, a agressão planejada, como a perversidade e destrutividade, precisa de redes neuronais complexas e abrangentes e, para esse tipo de agressão, envolve essencialmente o sistema límbico. Por este motivo, o sistema límbico é a principal região em que os psicofármacos atuam.

A personalidade está diretamente relacionada com a nossa cognição e percepção. Estas operam com base em redes neuronais integradas, como se fossem módulos. Por isso se diz que o cérebro atua modularmente. A sobrevivência está ligada intimamente à quantidade de módulos que tratam de diversos fatores simultâneos. E a eficiência desses módulos neuronais, a forma como eles se organizam e interagem influirá no desempenho da pessoa e na apreensão da situação existencial. As atitudes adaptativas serão sempre circunstanciais, de forma que não conseguem ser previstas. Porém, quando se consegue prever determinada atitude de uma pessoa, significa dizer que ela apresenta um Transtorno de Personalidade. Uma observação curiosa é quando adolescentes buscam regular sua conduta, à medida que o cérebro amadurece. O humor compatibiliza-se com a memória. Quando se tem determinado estado de humor, há tendência em se ter recordações específicas. Antigamente, a tese de que o humor proporcionava quatro estilos diferentes de personalidade, possuía muita força. Hoje, não se tem uma precisão a respeito disso. Os estudos sobre Personalidade Psicopática não especificam exatamente quais os sintomas dessa. Podem estar relacionados com a violência, condutas delituosas, sexualidade de risco, consumo abusivo de substâncias etc. Embora sejam escassas as pesquisas relacionadas a Personalidade Psicopática, consegue-se inferir que os psicopatas possuem encanto superficial pelas coisas, baixo grau de arrependimento, incapacidade para amar e alta irresponsabilidade. Atualmente, o estudo sobre a Personalidade Psicopática revela a existência de duas estruturas. A primeira (Fator 1) associa aos sintomas de eloqüência, falta de sentimentos de arrependimento ou culpa, afetos superficiais, falta de empatia, e extrema dificuldade em aceitar responsabilidades. A segunda estrutura (Fator 2) caracteriza-se pela agressividade e falta de controle dos impulsos. O Fator 2 deve ter, necessariamente, como pré-requisito o Fator 1. Os estudos também apontam dois grupos distintos: um relacionado ao comportamento, outro às emoções. O primeiro, chamado de Psicopatia primária, ocorre quando a pessoa não possui nenhum sentimento de culpa ou arrependimento quanto a sua conduta anormal e quase não tem empatia com os outros, embora se façam simpáticos. Já o outro grupo (Psicopatia secundária) caracteriza-se por agrupar pessoas com tendências neuróticas. Mesmo agindo de forma anormal, elas apresentam alto sentimento emotivo e queixam-se de conflito interno em relação aos sintomas neuróticos. Por apresentarem “falta de medo”, os psicopatas buscam sensações e experiências intensas, e assumem diversos tipos de riscos, como trabalho ou esportes perigosos, imprudência ao dirigir, uso excessivo de drogas, sexo inseguro.

Dica de livro: "Mentes perigosas -
O psicopata mora ao lado"


Pode-se dispensar ou não a distinção entre Personalidade Psicopática e Anti-social. Howard agrupa os conceitos de psicopatia em três tipos: Sociopata (comportamento anti-social que inicia na infância/adolescência com Transtorno de Conduta); Secundário (alto nível de impulsividade, isolamento social e perturbações emocionais) e o Primário (impulsividade sem isolamento social e perturbações emocionais). Todos eles podem conter características dos outros. Autores psicanalíticos consideram a Psicopatia como uma grave patologia do Superego como sendo uma síndrome de Narcisismo Maligno. A estrutura do tipo narcisística do psicopata caracteriza-se pela auto-referência excessiva, grandiosidade, tendência a superioridade, dependência excessiva da admiração por parte dos outros, crises de insegurança etc.

Embora sejam usados como sinônimos repetidas vezes, muitos estudiosos consideram o narcisismo maligno, personalidade psicopática e personalidade antissocial como distúrbios independentes, embora com sintomas em comum. Das diferenças fundamentais, o narcisismo maligno seria causado pelo meio, enquanto as outras duas seriam inerentes. A personalidade anti-social seria mais impulsiva, mais “escancarada”, enquanto a personalidade psicopática seria insidiosa, mais “teatral”.

Todas elas, porém, compartilham as características de “coisificação” dos semelhantes e mentira compulsiva, fantasiando a realidade. Também estão presentes a amoralidade e o total desrespeito pelas regras sociais. A personalidade anti-scoial, porém, pode, ao contrário das demais, apresentar traços de culpa ou arrependimento reais.

L'adversaire

No filme L’Adversaire, o protagonista, Jean-Marc Faure, apresenta traços de personalidade Narcisista Maligna. Ele vive toda sua vida fundada em mentiras e fantasias, não tem nenhum escrúpulo em quebrar regras sociais em benefício próprio, e apresenta uma enorme facilidade para mentir. Sua “explosão” ao fim da trama, porém, seria uma característica anti-social.


Embora o tema seja corriqueiro, existem alguns mitos acerca da psicopatia.
  1. Todos os psicopatas sofrem de psicose. FALSO. Ao contrário dos casos de pessoas com transtornos psicóticos, em que é freqüente a perda de contato com a realidade, os psicopatas são quase sempre muito racionais.
  2. Psicopatia não tem tratamento. FALSO. Alguns psicólogos sugerem que os psicopatas podem se beneficiar da psicoterapia como qualquer outra. Mesmo que seja muito difícil mudar comportamentos psicopatas, a terapia pode ajudar a pessoa a respeitar regras sociais e prevenir atos criminosos.
  3. A psicopatia está relacionada à violência. FALSO. A psicopatia é, no senso comum, geralmente associada àquele indivíduo que, incompreensivelmente, mata por prazer, ou seja, àquele cujo sofrimento alheio lhe dá uma satisfação e uma alegria, no mínimo, misteriosas. Porém, nem todo indivíduo psicopata é volento, e nem todo violento tem traços psicopatas.
A tirinha abaixo ilustra que, na cabeça de muitas pessoas, a psicopatia está intimamente relacionada com a violência. Os garotinhos da tirinha estão fantasiados de "serial killers" e um deles generaliza o que seria uma pessoa psicopata.




























O trecho abaixo foi retirado do livro
“O psicopata — Um camaleão na sociedade atual”, de Vicente Garrido. Ele relaciona a psicopatia com as interações sociais modernas, às quais embora as distâncias tenham diminuído, as pessoas se afastam cada vez mais.

“O ser humano está cada vez mais isolado, mais sozinho, apesar de poder se comunicar quase instantaneamente com qualquer parte do mundo. Caso aprenda a viver sem necessitar dos outros, aprenderá a não se preocupar com os outros, um traço básico na personalidade psicopática.”

Vicente Garrido

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Estudo do Humanismo - 04/11/2010

Seguindo o nosso programa de aulas, foi a vez de entender o que explica a corrente humanista.

O humanismo teve origem nos Estados Unidos, na década de 60 e surgiu como uma espécie de 3a via, de modo que a sua intenção era substituir as duas correntes existentes: a do comportamento e a psicanálise. A psicologia humanista nasceu a fim de reagur ao determinismo que preenchia as teorias anteriores, ensinando que o homem possui dentro dele um poder de se auto realizar, contrariando as outras visões, que tinham enfoque majoritário no componente patológico e nos distúrbios. E esse poder consegue levar o ser humano ao desenvolvimento de uma personalidade espontânea e criativa.

O humanismo diverge da corrente behaviorista por não aceitar a idéia do ser humano como máquina ou animal, a mercê dos processos de condicionamento. Quanto à Psicanálise, a reação foi à ênfase dada no inconsciente, nas questões biológicas e eventos passados, nas neuroses, psicoses e na divisão do seu humano em compartimentos. E que nem tudo se explica através dos conflitos sexuais internos.

Desse modo, pode-se afirmar que a corrente humanista caracteriza-se por:
  • enfatizar o sujeito pensante e aquilo que é consciente. Só existe para mim, aquilo que eu tenho consciência;
  • acreditar na essência humana como algo bom, na integridade da natureza e na conduta do ser humano;
  • se concentrar na livre vontade, na espontaneidade e no poder de criação do homem;
  • não ser uma teoria superficial, uma vez que estuda aquilo que é relevante para o ser humano;
  • enxergar o homem como um todo complexo e organicamente integrado, cujas qualidades únicas vêm da sua configuração total.
E essa espécie de força natural do homem, porém, é geralmente impedida por fatores externos de se desenvolver satisfatoriamente. A psicologia humanista busca, assim, uma humanização da psique, considerando o homem como um processo em construção, detentor de liberdade e poder de escolha.

Um dos teóricos humanistas, Abraham Maslow, criou uma escala de necessidades a serem satisfeitas e, a cada conquista, uma nova necessidade surgia. Isso faria com que o indivíduo fosse buscando sua autorrealização, pelas sucessivas necessidades satisfeitas. Vejam a pirâmide:


Na aula, também aprendemos que Carl Rogers, talvez o maior psicólogo humanista, afirmou que o processo terapêutico consiste em um trabalho de cooperação entre psicólogo e cliente, cujo objetivo é a descoberta do núcleo básico da nossa personalidade, obtendo-se com isso a descoberta ou redescoberta da auto-estima, da auto-confiança e do amadurecimento emocional.

Segundo Rogers, para ocorrer essa descoberta são necessárias três condições básicas, dentro do relacionamento entre o psicoterapeuta e o cliente:
  • a consideração positiva incondicional, no qual o psicoterapeuta aceita incondicionalmente os pensamentos dos seus clientes;
  • a empatia, que é a capacidade de se colocar no lugar do cliente, ver o mundo a partir do ponto de vista dele e entender como ele se sente, comunicando tal situação para ele;
  • a congruência, nome dado à habilidade do psicoterapeuta de expressar de modo objetivo seus sentimentos e percepções, de modo a permitir ao cliente a integração entre as experiências do organismo e o self (percepção do sujeito sobre como ele é, ao relacionar as experiências internas e a realidade externa).
Rogers também falou da existência do self ideal, que é a percepção de como o indivíduo deseja ser/quer ser. E os desconfortos, as insatisfaçaões, as angústias psicológicas surgirão da desarmonia entre o autoconceito real e o ideal para si, ou seja, entre o self e o self ideal. Aceitar-se como se é na realidade, e não como se quer ser, é um sinal de saúde mental. A imagem do self ideal, na medida em que se diferencia de modo claro do comportamento e dos valores reais de uma pessoa é um obstáculo ao crescimento pessoal.

Pude notar que o processo psicoterapêutico, lançado por Carl Rogers, diferencia-se da terapia psicanalítica porque o primeiro concentra-se na pessoa, não em teorias, como ocorre na Psicanálise. Diferentemente do humanista, que aceita sem restrições o que o cliente lhe informa, o psicanalista apenas o "escuta", como se fosse uma espécie de vazio, não sendo ele o sujeito, mas sim quem está sendo analisado. Entretanto, a principal crítica feita à abordagem centrada na pessoa é a de que clientes com problemas mais graves não possuem condições de realizar uma autopercepção, pois não possui controle emocional suficiente. Ainda assim, tal teoria possui muitos adeptos, inclusive a minha simpatia, por valorizar mais as pessoas, adaptando as teorias a elas, e não o contrário.

Para finalizar a aula, a professora nos deu um exemplo de como o homem pode se desenvolver conscientemente, a partir das suas próprias vontades, do livre-arbítrio. Trata-se da escola democrática de Summerhill (foto), localizada na Inglaterra. Nela, as vontades de cada pessoa são aceitas democraticamente; os alunos possuem os mesmos direitos que os organizadores e demais funcionários da escola; não há repressão, como na maioria das escolas; todos participam da elaboração das normas de Summerhill. Uma criança, por exemplo, pode, se quiser, desistir de ver quantas aulas desejar. Porém, ela pode perceber, a partir da sua consciência, se tal atitude a prejudica ou não. Segundo Neill, fundador de Summerhill, "uma criança deve viver a sua própria vida - não uma vida que seus pais acreditem que ela deva viver, não uma vida decidida por um educador que supõe saber o que é melhor para a criança."


Quero encerrar esta postagem, trazendo algumas citações de Carl Rogers, ao defender a aceitação do indivíduo como ele é e nos benefícios que isso proporciona. Na contemporaneidade, muitas pessoas acreditam ser aquilo que, na verdade, desejam para si e não o que realmente são. E isso acaba causando problemas quanto à saúde mental delas.



Filme Dr. Morte - 14/10/2010

Nesta aula, a professora Luciana teve que se ausentar. Parte da turma, portanto, resolveu assistir ao filme "Dr Morte" e, depois, elaborar uma resenha sobre o mesmo.

Segue abaixo a minha resenha:

O filme “Dr Morte” relata a história de Jack Kevorkian (foto), um médico americano que trabalha com a tanatologia, mais conhecida como a “medicina da morte”. No estado de Michigan, Jack inicia seu trabalho em interromper a vida de pessoas que possuem alguma grave doença incurável e que lhes causam enorme sofrimento. Na verdade, essas pessoas decidem por si próprias o seu destino: a morte forçada, através de uma maquina criada por Jack ou a morte espontânea, causada pela doença, após um longo sofrimento, acompanhado de dor.

A máquina desenvolvida (foto abaixo) por Jack Kevorkian, por meio de medicamentos e injeções, tinha o poder de eliminar o sofrimento da pessoa através de uma morte indolor e rápida. Porém, o seu pioneirismo na área no país americano (esta técnica já havia sido desenvolvida na Holanda, principalmente), lhe proporcionou uma tremenda dor de cabeça, uma vez que os Estados Unidos, em especial o estado de Michigan, possui uma enorme influência religiosa e grande parte dos americanos é puritana. Dessa forma, habitantes de Michigan iniciam os protestos contra Jack e a imprensa também passa a acompanhar o caso com bastante proximidade.

A partir daí, lideranças religiosas entram em ação também e desejam a condenação do médico. Os religiosos afirmam que apenas Deus tem o direito e a escolha de retirar a vida de alguém. Além disso, um dos contrários à eutanásia assevera que a legalização desta prática é uma forma de reduzir os custos da família do paciente com o hospital. Entretanto, Jack rebate ao assegurar que impedir a “auto-exterminação” é um regresso na história, pois este é um direito básico da pessoa. E também coloca como tola a idéia de que a vontade Deus seja ver o sofrimento da pessoa. Para ele, isto está ultrapassado, uma vez que na Idade Média, nos transplantes de coração, não se utilizavam do éter como anestésico, para que a pessoa sentisse a dor e o sofrimento. Mesmo tentando se defender como pôde, Jack perde a sua licença médica e ainda responde a processos judiciais. Logo, acaba contratando um advogado para defendê-lo.

Após passar por diversos tribunais que o condenava por auxiliar o suicídio aos seus pacientes, e ser preso e libertado algumas vezes, Jack continuou a trabalhar com a eutanásia, chegando, no final de sua carreira médica a ajudar mais de 130 pessoas a suicidarem. Em um dos casos, Kevorkian aplicou uma injeção diretamente em seu paciente, que não possuía condições de fazer isto. Tal ato, que havia sido gravado pelo médico, foi parar em um programa de TV. E por isso, Jack foi acusado por homicídio.

Dessa forma, no seu quinto julgamento, agora sem possuir um advogado para sua defesa, Jack não conseguiu ser absolvido e teve que passar 25 anos na prisão. Mas por sua idade avançada, esteve preso por 8 anos. Kevorkian insistiu em afirmar que não havia matado diretamente a ninguém.

Sobre a questão da eutanásia, acredito que deva existir um limite para fornecer ao paciente a alternativa da morte. Em alguns casos, Jack Kevorkian talvez pudesse ter evitado o suicídio. Muitas vezes o paciente não tem o apoio e assistência constantes da família, e tudo isso deve ser analisado anteriormente entre médico, paciente e familiares. Depois de todos os procedimentos necessários, se não houver outra solução para amenizar o sofrimento e dor do paciente, acredito que a eutanásia seja uma maneira de encerrar dignamente a vida de alguém, pois se trata de uma morte rápida e indolor.


Após a resenha, lembrei-me de uma música da banda Heroína, cujo título se chama "Eutanasia". Ela relata a vida de uma pessoa que vive em estado vegetativo e que espera a morte como a melhor alternativa.


Hoje acordei em chamas
Mas está tudo bem, tudo bem
E a cinto caminhar
Por entre meus órgãos
Mas esta tudo bem

As luzes furam os meus olhos
Eu não consigo mais me levantar

Mas tudo vai terminar bem
Terminar bem
Vai terminar bem

Eu me sinto apodrecer
Me decompor vencer a dor
pra que chorar
Se as estrelas brilham tão forte
Mesmo estando mortas
Elas brilham tão fortes
Brilham fortes

Eu sei tudo vai terminar bem
Terminar bem
Terminar bem

Quando o dia nascer

domingo, 5 de dezembro de 2010

Estudo da Psicanálise - 23/09/2010

Dando continuidade à Psicanálise, o nosso grupo concluiu a apresentação sobre esta corrente da Psicologia. Freud desenvolveu o “estudo sistemático do inconsciente”, no qual enxergava o inconsciente como parte da personalidade da pessoa que precisava ser estudada. Dessa forma, Freud estava apresentando a sua primeira teoria sobre a estrutura do aparelho psíquico (modelo topográfico). Essa teoria envolve a existência de três sistemas: inconsciente, pré-consciente e consciente. O inconsciente engloba os conteúdos reprimidos (idéias insuportáveis e dolorosas) pelo indivíduo, pela ação de censuras internas. Estes conteúdos poderiam já ter sido conscientes, e em outro momento, foram reprimidos, ou então, sempre foram inconsciente. O pré-consciente agrupa os conteúdos que a consciência pode ter acesso. E por último está o consciente, sistema que colhe as informações do mundo interior e do mundo exterior, destacando-se os fenômenos da percepção, da atenção e do raciocínio.

Anos depois, Sigmund Freud elaborou sua segunda teoria sobre a estrutura e funcionamento da personalidade, no qual ele introduziu os conceitos de id, ego e superego. O id é onde se localizam as pulsões de vida e de morte. Suas características se assemelham as do inconsciente. É dirigido pelo princípio do prazer. O ego é uma espécie de ponto de equilíbrio entre as exigências do id, as exigências da realidade e as ordens do superego. Busca a satisfação levando em conta as condições objetivas da realidade. São funções do ego: percepção, memória, sentimentos e pensamento. Já o superego surge a partir da internalização das proibições, dos limites e da autoridade, ou seja, das exigências sócio-culturais. A moral, os ideais são funções do superego. O superego pode desenvolver o sentimento de culpa. Cotidianamente, isto acontece quando um indivíduo deseja fazer alguma coisa considerada má por uma autoridade (pais, por exemplo), mas por medo de perder a “consideração” desta autoridade, evita fazer/desejar essa coisa má. Os dois modelos se encaixam, como é possível perceber na figura do iceberg.

Também foi explicado em sala que a teoria psicanalista acredita que a estrutura e funcionamento básicos são formados durante os 5 ou 6 primeiros anos de vida. Muito do que somos como adultos é determinado pelas experiências na infância. Dessa forma, Freud elaborou o processo de desenvolvimento psicossexual, que possui as seguintes fases: oral (no primeiro ano de vida, o prazer está concentrado na boca), anal (nos segundo e terceiro anos, a zona de erotização é o ânus), fálica (do terceiro até o quinto ano, os órgãos sexuais tornam-se mais importantes). Em seguida, surge o período de latência, caracterizado por uma diminuição das atividades sexuais. Nesta fase, a criança passa a brincar com crianças do mesmo sexo. Com o início da puberdade, desenvolve a última fase, a genital. O jovem busca relacionamentos que envolvem gratificações mútuas, eliminando suas tendências egoístas de prazer. O outro passa a ser o objeto de desejo. Todas essas etapas podem não acontecer de forma clara e definida, o que pode gerar problemas na fase adulta. Na fase fálica, ocorre o evento mais importante durante os cinco primeiros anos de vida. É o chamado Complexo de Édipo. Em torno dele, ocorre a estruturação da personalidade do indivíduo. No menino, esse fenômeno provoca o desejo dele em possuir a mãe e rivalizar com o pai, figura dominante e ameaçadora. Dessa forma, pra conquistar a mãe, o pai se torna seu modelo de comportamento. Porém, com o medo de castração desenvolvido pelo menino, ele “desiste” da mãe e passa a buscar mais identificação com o pai, incorporando seus valores e normas. Nesse momento, os sentimentos anteriores são reprimidos, mas essa repressão pode ou não vir a criar problemas no futuro. No Complexo de Édipo feminino, também conhecido como Complexo de Electra, a menina desenvolve uma inveja do pênis, ao notar a ausência deste órgão em seu corpo. Dessa forma, a garota acredita que a mãe seja a culpada pela sua “inadequabilidade física”, tratando-a com hostilidade e voltando-se ao pai para o amor. Freud dizia que o Complexo de Édipo nas meninas não tinha uma solução tão definida como nos meninos (medo de castração). Assim sendo, elas não desenvolvem um superego igualmente forte. Outro ponto importante da teoria da Psicanálise é dos mecanismos de defesa. Para Freud, a defesa é uma operação no qual o indivíduo exclui da consciência os conteúdos indesejáveis, de modo a proteger o aparelho psíquico. E o ego é o responsável por esse trabalho. Os principais mecanismos são: recalque, formação reativa, regressão, projeção e racionalização.


A charge, de maneira cômica, ilustra um Complexo de Édipo mal resolvido:


Depois de explanados pelo grupo os principais conceitos da Psicanálise, a professora nos pediu para interpretar um poema, cujo título era “O enterrado vivo”. Neste trabalho em grupo, pudemos associar o texto de Carlos Drummond de Andrade com alguns conceitos de Freud, como id, ego e superego.

Embora a Psicanálise sofra uma estereotipação em nosso meio, associando-a a um trabalho de consultório demorado e somente para pessoas ricas, constata-se há alguns anos a contribuição da corrente em várias áreas da saúde mental. Além disso, a Psicanálise também busca conhecimentos que possam ser úteis na explicação de alguns fenômenos sociais importantes, visando superar o mal-estar na civilização. O método psicanalítico utilizado para compreender o sintoma individual e social é o interpretativo. E a interpretação deve considerar com relevância o contexto histórico do indivíduo/sociedade.


A animação abaixo mostra, de maneira exagerada, o Complexo de Édipo. O garotinho, atraído pela mãe, passa ter ciúmes do pai e, dessa forma, desenvolve uma inveja dele. Assim, ele "se prepara" para enfrentar o pai.


Estudo do Behaviorismo e Psicanálise - 16/09/2010

Nesta aula, ocorreu a apresentação do primeiro grupo para a turma. Falando sobre o Behaviorismo de Skinner, o grupo tratou de resumir o que já tínhamos lido e aprendido sobre o assunto nos textos e na sala de aula. Entretanto, pude entender melhor alguns conceitos. A respeito do reforço do comportamento operante, compreendi que ele pode ser dividido em positivo e negativo. O reforço positivo caracteriza-se pela adição de alguma coisa (comida, água, sexo, dinheiro) após um dado comportamento. O reforço negativo envolve a retirada de algo indesejável depois do comportamento. Por exemplo, se estamos com dor de cabeça e ao assistir TV, essa dor de cabeça diminui, percebemos que o comportamento assistir TV remove o estímulo aversivo, que é a dor de cabeça; dessa forma, a resposta assistir TV se fortalecerá. Nos dois casos, há um aumento de probabilidade de resposta. Também entendi com maior clareza os conceitos extinção e punição. O primeiro refere-se a uma resposta que deixa, de forma abrupta, de ser reforçada. Assim, esta resposta passará a diminuir de freqüência, podendo deixar de ser emitida. Já a punição é uma técnica de controle de comportamento usada para reprimir (ao menos temporariamente) o comportamento. Pode acontecer quando um reforço negativo é apresentado após uma resposta ou quando um reforço positivo é removido depois de uma resposta. Assim como Skinner, discordo da eficácia da técnica da punição. Ele, muitas vezes, não atinge a meta desejada. Por exemplo: motoristas que são punidos no trânsito na maior parte das infrações, através de multas, não passam a apresentar um comportamento adequado. Ao invés disso, adotam comportamentos de esquiva e fuga.

Este vídeo conceitua e exemplifica de forma divertida os termos reforço, punição e extinção.



Na segunda parte da aula, meu grupo ficou responsável para iniciar a apresentação sobre a Psicanálise. Introduzimos relatando a biografia de Freud (foto), fundador da Psicanálise, que veio de família de classe média, porém pôde estudar medicina. Após tornar-se médico, Freud foi se interessando cada vez mais nas causas psicológicas dos distúrbios nervosos. Depois do seu trabalho com a histeria (um distúrbio no qual a pessoa converte um problema psicológico em um problema físico) Freud continuou estudando, realizando auto-análise e tratamentos com pacientes, participando de eventos, até que se convenceu que os distúrbios emocionais tinham como causa um problema que era sexual por natureza. E ao suspeitar que os conflitos sexuais inconscientes originavam os problemas psicológicos, Freud iniciava a sua teoria da psicanálise. Também foi explicado à turma que Freud era um determinista convicto, ou seja, acreditava que os comportamentos eram causados. E o objetivo da Psicanálise é exatamente resgatar as fontes de pensamentos e conflitos escondidos, investigando como as experiências passadas influenciam o comportamento da pessoa adulta.
Por questão de tempo, o nosso grupo irá terminar a apresentação na aula seguinte. Mas antes de terminar, gostaria de colocar aqui que notei uma diferença entre as duas correntes psicológicas. O Behaviorismo, por trabalhar com “condições observáveis”, consegue ilustrar suas teorias com questões práticas do nosso cotidiano. Já a Psicanálise é bem mais teórica, com conceitos e abordagens mais subjetivas. Acredito que, por isso, esta corrente não seja considerada por alguns como uma ciência. A meu ver, é bem mais simples crer na teoria behaviorista, por se fundamentar em fatos observáveis.