domingo, 5 de dezembro de 2010

Introduzindo - 26/08/2010

No segundo encontro, os grupos que haviam sido formados na aula anterior foram incumbidos a resolver um questionário relativo ao texto “A Psicologia ou as psicologias e A evolução da Ciência Psicológica”. O texto levantou diversos pontos importantes para o início do estudo da disciplina. Entre eles, vimos a distinção entre senso comum (conhecimento intuitivo) e ciência e que para essas duas formas de conhecimento, existe uma psicologia. Em seguida, pudemos compreender que a Psicologia Científica possui diferentes objetos de estudo, inclusive a subjetividade (mundo das idéias e emoções internas de uma pessoa a partir de suas relações sociais, e que está em movimento e transformação).

Na segunda metade do texto, estudamos como ocorreu a evolução da psicologia, que começou na Grécia Antiga, onde era confundida com a Filosofia, até o século XIX, quando surgiu a Psicologia Científica. Esta que foi se desenvolvendo grande parte em função das descobertas da Neurologia, Neuroanatomia, etc. E é nos EUA que surgem as primeiras escolas da Psicologia: Funcionalismo, Estruturalismo e Associacionismo. Já no século XX, o estudo da Psicologia foi substituído por novas teorias. As mais importantes são o Behaviorismo, a Psicanálise e a Gestalt.

Para trabalhar o texto mencionado, cada grupo respondeu um questionário, com perguntas intrigantes acerca da Psicologia e do seu estudo.

No momento final da aula, tivemos uma introdução de cada uma dessas novas teorias. O Behaviorismo definiu o fato psicológico a partir da noção de comportamento. A Psicanálise, através de Freud, aborda que o inconsciente é o objeto de estudo da Ciência Psicológica. Já a Gestalt afirma a necessidade de entender o homem como um todo, negando as fragmentações das ações do homem.

Para o início do estudo dessas correntes teóricas, a professora sugeriu a leitura sobre o Behaviorismo Radical de Skinner.


Obs: Aproveito o momento para explicar o real significado do título do blog "Fechando Gestalts". Como dito, essa corrente procura negar os fragmentos, as partes abertas do homem. O que seria uma área aberta, ou melhor dizendo, uma gestalt aberta? É tudo aquilo que passa do plano de fundo para o plano principal de nossas necessidades existenciais (geralmente são coisas emergenciais). E esse processo provoca o dispêndio de parte considerável da nossa "energia". Portanto, posso dizer que este portfólio é uma gestalt aberta e eu, realmente, preciso fechá-la. Ou seja, muita atenção às aulas e mãos (e cabeça) a obra.

O texto a seguir relata um indivíduo que, no momento, sofre com seu corpo bastante fragmentado, cheio de gestalts abertas.


GESTALT
Meu corpo está pesado.
Minha respiração... ritmo constante, mas sem ar, nos pulmões.
Meus olhos, parados olhando uma tela, sem vida.
Meus dedos, ainda imóveis, se esforçam pra escrever essas palavras.
Minhas costas se curvam sobre si mesmas.
Minha cabeça pende um pouco para o lado, e meus lábios se afinam um contra o outro, tensos.
Minhas entranhas se reviram silenciosas, às vezes despendidas, às vezes dando sinais de uma dor imprecisa.
Meu braço está sustentado pela mesa.
Minhas partes todas sou eu, um inteiro em crise, uma crise inteira, guerra contra mim.
Sou meu corpo em guerra contra meu corpo sozinho, lutando contra as partes que desejam. Só desejam...
Sou meu corpo e esse pensamento apêndice que volta-se sobre mim.
Sou meu corpo que sozinho não sustenta seu próprio estado de finitude.
Aqui e agora, nesse estar perdido em mim mesmo.
(L. F. Calaça | 24/06/2006)

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