Nesta aula, a professora Luciana teve que se ausentar. Parte da turma, portanto, resolveu assistir ao filme "Dr Morte" e, depois, elaborar uma resenha sobre o mesmo.Segue abaixo a minha resenha:
O filme “Dr Morte” relata a história de Jack Kevorkian (foto), um médico americano que trabalha com a tanatologia, mais conhecida como a “medicina da morte”. No estado de Michigan, Jack inicia seu trabalho em interromper a vida de pessoas que possuem alguma grave doença incurável e que lhes causam enorme sofrimento. Na verdade, essas pessoas decidem por si próprias o seu destino: a morte forçada, através de uma maquina criada por Jack ou a morte espontânea, causada pela doença, após um longo sofrimento, acompanhado de dor.
A máquina desenvolvida (foto abaixo) por Jack Kevorkian, por meio de medicamentos e injeções, tinha o poder de eliminar o sofrimento da pessoa através de uma morte indolor e rápida. Porém, o seu pioneirismo na área no país americano (esta técnica já havia sido desenvolvida na Holanda, principalmente), lhe proporcionou uma tremenda dor de cabeça, uma vez que os Estados Unidos, em especial o estado de Michigan, possui uma enorme influência religiosa e grande parte dos americanos é puritana. Dessa forma,
habitantes de Michigan iniciam os protestos contra Jack e a imprensa também passa a acompanhar o caso com bastante proximidade.
A partir daí, lideranças religiosas entram em ação também e desejam a condenação do médico. Os religiosos afirmam que apenas Deus tem o direito e a escolha de retirar a vida de alguém. Além disso, um dos contrários à eutanásia assevera que a legalização desta prática é uma forma de reduzir os custos da família do paciente com o hospital. Entretanto, Jack rebate ao assegurar que impedir a “auto-exterminação” é um regresso na história, pois este é um direito básico da pessoa. E também coloca como tola a idéia de que a vontade Deus seja ver o sofrimento da pessoa. Para ele, isto está ultrapassado, uma vez que na Idade Média, nos transplantes de coração, não se utilizavam do éter como anestésico, para que a pessoa sentisse a dor e o sofrimento. Mesmo tentando se defender como pôde, Jack perde a sua licença médica e ainda responde a processos judiciais. Logo, acaba contratando um advogado para defendê-lo.
Após passar por diversos tribunais que o condenava por auxiliar o suicídio aos seus pacientes, e ser preso e libertado algumas vezes, Jack continuou a trabalhar com a eutanásia, chegando, no final de sua carreira médica a ajudar mais de 130 pessoas a suicidarem. Em um dos casos, Kevorkian aplicou uma injeção diretamente em seu paciente, que não possuía condições de fazer isto. Tal ato, que havia sido gravado pelo médico, foi parar em um programa de TV. E por isso, Jack foi acusado por homicídio.
Dessa forma, no seu quinto julgamento, agora sem possuir um advogado para sua defesa, Jack não conseguiu ser absolvido e teve que passar 25 anos na prisão. Mas por sua idade avançada, esteve preso por 8 anos. Kevorkian insistiu em afirmar que não havia matado diretamente a ninguém.
Sobre a questão da eutanásia, acredito que deva existir um limite para fornecer ao paciente a alternativa da morte. Em alguns casos, Jack Kevorkian talvez pudesse ter evitado o suicídio. Muitas vezes o paciente não tem o apoio e assistência constantes da família, e tudo isso deve ser analisado anteriormente entre médico, paciente e familiares. Depois de todos os procedimentos necessários, se não houver outra solução para amenizar o sofrimento e dor do paciente, acredito que a eutanásia seja uma maneira de encerrar dignamente a vida de alguém, pois se trata de uma morte rápida e indolor.
Após a resenha, lembrei-me de uma música da banda Heroína, cujo título se chama "Eutanasia". Ela relata a vida de uma pessoa que vive em estado vegetativo e que espera a morte como a melhor alternativa.
Adorei o filme e a ideologia do Dr. Morte!
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