domingo, 5 de dezembro de 2010

Introdução à Psicanálise e Estudo do Behaviorismo - 09/09/2010

Em mais um encontro, os alunos foram incumbidos a responder um questionário relacionado ao texto lido sobre Psicanálise. O questionário trazia perguntas a respeito do papel da Psicanálise (desemaranhar os mistérios ao buscar as fontes de pensamentos e ações em impulsos e conflitos escondidos e ao investigar as maneiras como as experiências anteriores interagem com a natureza básica do homem), dos modelos estrutural e topográfico de Freud e das fases psicossexuais de desenvolvimento, juntamente com o Complexo de Édipo.

Na segunda metade da aula, voltamos a discussão sobre o Behaviorismo. A professora explanou alguns conceitos importantes que tínhamos visto no texto. Primeiramente, ela contou sobre a história de Skinner e da influência que ele recebeu de Watson, pioneiro no estudo behaviorista e defensor da ciência do comportamento. Para este, a Psicologia deveria se concentrar em estudar as condições observáveis para entender o comportamento humano, ao invés de utilizar teorias subjetivas. O homem nasce como uma folha de papel em branco, de acordo com o pensamento de Watson. Entretanto, Skinner (foto) tinha uma postura distinta e afirmava reconhecer a importância da genética, mas não como causa principal do comportamento. Além disso, acreditava que os pensamentos, sentimentos não são causas, mas efeitos do comportamento.

Também foram discutidos na sala de aula, alguns conceitos elaborados por Skinner. Além do comportamento respondente, visto na aula anterior, Skinner admitiu a existência do comportamento operante, que é aquele que age no ambiente para produzir conseqüências. E a conseqüência mais importante seria o reforço. Um comportamento se reforçado, é fortalecido; o que causaria o aumento das chances desse comportamento se repetir em circunstâncias semelhantes. Por exemplo, uma pessoa que está com cabelo vermelho, se receber elogios de diversas pessoas, passará a pintar o cabelo de vermelho com mais freqüência. Ocorre também uma situação interessante que Skinner chamou de “comportamento supersticioso”, na qual a relação entre resposta e reforço é acidental. Usar a mesma camisa nos jogos de futebol do seu time é um exemplo de comportamento supersticioso. Em virtude do primeiro jogo visto, no qual o time venceu, com aquela camisa, faz com que o torcedor utilize-a mais vezes.

Para encerrar, ficou decidido que na outra aula dois grupos fariam apresentações sobre Behaviorismo e Psicanálise.


Como forma de ilustrar o funcionamento do comportamento operante, trago este vídeo. Um rapaz coordena os movimentos do seu cachorro nos momentos em que ele ordena. Isso acontece porque o comportamento do animal é reforçado positivamente com a comida. Ou seja, o comportamento é fortalecido.


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